segunda-feira, maio 16, 2005

o funeral

Acabo de chegar do funeral do sr José. Choveu durante todo o tempo em que durou a cerimónia. O tempo, triste, parecia derramar as "lágrimas" que, aparentemente, mais ninguém deixava cair. Os presentes eram pouco mais de meia dúzia, a maioria,conhecidas de vista, aqui do prédio. Reparei na menina do 5ºc, talvez, por estar vestida de modo menos extravagante...
A hortelã-pimenta que deixei em cima da banca, na semana passada, está murcha (esqueci-me de a meter na água - que cabeça a minha!). Tenho de me contentar com um chá de saco e, este de frutos vermelhos, parece-me bom. A pintora (parece-me que mora no 5ºb) acaba de subir, comigo, no elevador. Reparei que apesar de tudo ainda é uma mulher bonita. As mão são especialmente belas de unhas curtas, embora, com vestígios de tintas. Apetece-me ir lá abaixo convidá-la para tomar chá comigo.
Ofereci-me à professora das traseiras para lhe tomar conta dos gatos enquanto ela estiver ausente (parece-me que tem o casamento de uma sobrinha-neta lá para o Norte)...
Levanto-me, abro a porta e começo a descer as escadas (quem sabe não apetece uma chávena de chá à nossa artista?!)...

1 comentário:

impressaodigital disse...

o sr.josé era uma pessoa com quem me cruzava todos os dias ou quase todos, não pude faltar ao seu funeral...custou-me,afinal era alguém que eu conhecia,ainda que não muito bem...
foi triste, impressionou-me que as poucas pessoas que la estivessem fossem na sua maioria nós, os inquilinos, os vizinhos deste prédio...