sexta-feira, outubro 07, 2005

Escadas, coisa de quem não tem pressa.

(Obs.: Para melhor compreensão, post do seguinte link: http://historiasdopredioaolado.blogspot.com/2005/09/luana-e-pedro-copos-no-5-andar.html )
Forasteiro. Por fim moldado ao facto de estar sozinho. Se calhar um pouco mais forte do que pensava ser. Chego mais uma vez do trabalho, fim de tarde... em mais uma correria para o meu 5º esquerdo, agora o meu ninho.
Fecho sempre a porta a... a controlar o impulso de te ir bater á porta, Luana. Ainda tanta coisa por perceber... deixo-me cair no sofá. Inércia, por fim desistia de a combater. Deixando-me cair, morto.
Algumas palavras ecoavam no pensamento..."...então o mundo não se fechou para si. Viva-o. Sinta-o.". Palavras estas ordenadas pelo que eu queria ouvir, por uma mística. Preparo um whisky... ligo a aparelhagem e coloco o cd de Chris Isaak... "Black Flowers", era a música.
Eu percebi tudo o que ela me disse, eu compreendi cada palavra envolva num mundo maior que o dos homens térreos. Saí queria falar-lhe... alguma coisa.
Senti o meu passo acelerado, bati-lhe á porta, ela abriu... como já o tinha feito uma vez. Da mesma forma, com o mesmo gesto, o movimento... o mesmo príncipio e fim. Não a deixei falar e abracei-a...
-Nem sempre a Lua está lá... nem sempre. - apertou-me.
-Peço desculpa pela noite em que cá esteve...
-...estiveste. - sorriu e continuou sem corrigir.
-...pelo o que aconteceu, não era minha intenção mandá-lo embora. Nem fazer-te sentir mal, mas eu não estava bem.
-De que está a falar?! - exclamei e sorri. Fiz o convite para que descesse comigo para jantar.
Olhares que não posso deixar de soltar, inerentes á minha natureza... sentia prazer em olhá-la nos olhos. Só esperava presença, só esperava uma amizade, só esperava o que germinasse e o que brotasse da terra.
Aceitou e pediu um momento, perguntou-me onde iamos.
-Descemos e caminhamos sem destino. -sorriu.
Dei meia volta e fui-me arranjar.


Nessa noite não usamos o elevador, descemos as escadas. Coisa de quem não tem pressa, nem medo de se cansar. Descemos as escadas, sem destino... ou talvez com um, talvez com dois, mas distintos.
Chegados á rua... para que lado?, perguntavamo-nos. Para cima, que é coisa de quem não tem pressa, nem medo de se cansar.
-Tens fome?...

6 comentários:

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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Pedro Carvalho disse...

Companheiros(as):

Peço imensa desculpa por ter estado um pouco mais ausente. A verdade é que a faculdade é um buraco-negro e que me suga o tempo.

Um abraço para todos e beijos para alguns.

P.s.: O mundo é cruel.

impressaodigital disse...

este texto parec~eu -me tão proximi, como se me estivesses a confidenciar alguma coisa!! :)

bom jantar para os dois...

rita (3º dto)

Heavenlight disse...

O teu texto mostrou-me que valeu a pena esperar, sem dúvida! Adorei!
Talvez agora a Luana encontre um amigo em quem pode confiar e mostrar que é digna de confiança. Um abraço protector mútuo e um sorriso sincero. Coisas simples mas cheias de valor.
Assim que possa continuarei.
Um beijo*

Cris disse...

Quando reparei já cá estava... Belissímo texto... Já andava ansiosa pelo que viria, valeu a pena...Bela ideia a de descer as escadas..É mesmo coisa de quem tem tempo e de quem quer que o momento se prolongue até á sua máxima extensão... Não sei porquê, mas ao ler o teu texto fico com uma agradável sensação..Obrigada.. Bom momento. Beijo*